OCDE: Indicador para a economia nacional em máximos de três anos e meio

O indicador avançado da OCDE aponta para uma continuação do crescimento económico em Portugal. O índice compósito acelerou e atingiu o mesmo nível de abril de 2014.

O indicador avançado da OCDE aponta para uma continuação do crescimento económico em Portugal. O índice compósito acelerou e atingiu o mesmo nível de abril de 2014.

O indicador avançado da OCDE para Portugal continua acima dos 100 pontos, mostrando que a economia vai manter-se em crescimento nos próximos seis a nove meses. Desde fevereiro que este indicador tem recuperado, tendo ultrapassado o limiar dos 100 pontos em maio, após vários meses de abrandamento. Agora o indicador aponta para uma aceleração da economia portuguesa.

É preciso recuar a abril de 2014 para que o índice compósito da OCDE relativo a Portugal, divulgado esta quinta-feira pela organização, tivesse uma pontuação tão boa. O indicador avançado fixou-se nos 101,21 em setembro, face aos 101,09 registados em agosto.

O crescimento em cadeia — de um mês para o outro — registado em setembro foi de 0,13%. Já a variação homóloga foi mais expressiva: 1,56%.

O cálculo da OCDE para o indicador avançado conjuga vários indicadores económicos, os mesmo usados para calcular o ciclo económico. Contudo, no indicador avançado, a OCDE antecipa qual vai ser o comportamento da economia daqui a seis meses, prevendo tendências. No caso de Portugal, os dados de setembro mostram que a tendência será de aceleração da economia, pelo menos até ao segundo trimestre de 2018.

Para o próximo ano, o Governo está a prever uma desaceleração da economia dos 2,6%, em 2017, para os 2,2%, em 2018. O crescimento económico deste ano tem superado as expectativas: no primeiro semestre o PIB cresceu 2,9% com sucessivas revisões em alta do INE. Na próxima semana, o Instituto Nacional de Estatística vai revelar a estimativa rápida relativa à evolução da economia no terceiro trimestre.

O indicador avançado da OCDE aponta ainda para um crescimento estável nos EUA, Japão, Canadá, zona euro e França. A ganhar aceleração está a economia italiana e a alemã. Por outro lado, o Reino Unido tem agora uma perspetiva menos positiva quanto à evolução da economia num futuro próximo.