Ministério Público manda arrestar imóveis que acredita serem de Sócrates

O antigo primeiro-ministro é suspeito de ter recebido subornos no valor de, pelo menos, 32 milhões de euros. Os imóveis arrestados servirão para ressarcir o Estado.

O Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) mandou arrestar vários imóveis que acredita pertencerem a José Sócrates, para assegurar que o Estado poderá ser ressarcido caso o antigo primeiro-ministro venha a ser condenado no processo em que está envolvido. Sócrates é suspeito de ter recebido, pelo menos, 32 milhões de euros em subornos.

A notícia é avançada, este sábado, pelo Expresso (acesso pago), que dá conta de que, em causa, estão três apartamentos e uma herdade, vendidos entre 2011 e 2012 pela mãe de José Sócrates ao amigo e empresário Carlos Santos Silva. Segundo o semanário, o Ministério Público acredita que esta foi uma forma de branquear capitais obtidos de forma ilegítima.

Os imóveis em causa são um apartamento na rua Braancamp, em Lisboa, onde vivia a mãe de Sócrates, no mesmo prédio que o filho; dois apartamentos em Agualva-Cacém que também eram da mãe de Sócrates; e um monte no Alentejo que é propriedade de Sofia Fava. O apartamento da Braancamp foi comprado por Carlos Santos Silva por 600 mil euros, dos quais 500 mil foram transferidos para uma conta de Sócrates; os outros dois apartamentos também foram comprados por Santos Silva.

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O MP suspeita que Sócrates terá recebido, pelo menos, 32.039.925 euros em subornos. Esta é a razão pela qual mandou arrestar os imóveis: para serem usados como “garantia de pagamento do valor de parte de 19.500.000 euros em sede de IRS e juros não entregues ao Estado”. Caso contrário, há uma “perda da vantagem” do crime — com os tais 32 milhões de euros.