Lifeina já é a preferida. Conheça as três finalistas do Pitch

Três startups foram selecionadas entre as 200 que concorriam ao título de "melhor startup do Web Summit". Veja o último confronto entre as finalistas, no qual Lifein se tornou a favorita do público.

Três startups foram selecionadas entre as 200 que concorriam ao título de "melhor startup do Web Summit". Veja o último confronto entre as finalistas, no qual Lifein se tornou a favorita do público.

Já são só três as startups na corrida para o título da “melhor do Web Summit 2017” — nenhuma portuguesa, com a última das 14 representantes a ficar pelas semi-finais. Os finalistas tiveram esta manhã a última hipótese de convencer o júri e o público, que também vota. Lifein é a preferida da audiência, com 52% dos votos logo após a saída do palco. O vencedor vai ser anunciado por Paddy Cosgrave, o CEO da Web Summit, às 16h25 deste último dia do evento.

Começaram por ser 200 startups de mais 80 países. Dessas, somente a Lifein, Watr e Jauntin’ conseguiram um lugar na final. Esta manhã confrontaram o júri e o público com os últimos argumentos. Sim, porque a decisão do público vai pesar 25% nos resultados. Para já, foi a Lifein a conquistar a maioria: 52% dos que já votaram através da aplicação. Segue-se a Watr com 30% dos votantes e a Jauntin fica para já em último, com uma percentagem de 17%. A vencedora ganha um prémio de 50.000 euros. Conheça os argumentos das três.

Jauntin

Jauntin foi a primeira a pisar o palco. O fundador resumiu a relevância do seu produto em duas frases: “Porque é que é tão difícil ter um seguro? Não era bom ter seguros tão rapidamente como se obtém um Uber?”. Seguiram-se várias imagens dos extensos formulários a preencher por quem quer um seguro, rapidamente substituídas pela imagem de um telemóvel.

Esta startup é parceira da AIG, a maior seguradora dos EUA, para que se possa tratar de tudo… a partir do telemóvel. “Quando vai de viagem pode ligar o seguro de viagem e desligá-lo quando volta”, explicou. A startup já obteve um milhão de dólares em receitas… sem qualquer financiamento. Ao júri, garantiu ter um preço competitivo: “Não vai custar mais nada a ninguém”.

O fundador da Jauntin enquanto respondia às questões finais do júri.

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Watr

A Watr abriu a pitch com uma estatística para impressionar: “29 pessoas vão morrer de doenças relacionadas com água enquanto faço esta apresentação”. Monitr é o aparelho que a startup criou para avaliar a qualidade da água. Oxigénio e pH, são só algumas das variáveis avaliadas e a transmite em direto para a aplicação. Pode ser mantida à superfície ou mesmo debaixo de água — depende de onde se quer retirar os dados.

Este produto pode interessar a viveiros de peixes, à indústria da água e aos consumidores. Dos 100 contactos que fizeram na indústria, 86 ficaram interessados, garantiu o fundador. O risco dos resultados serem manipulados não assusta a startup. “Debaixo de água as pessoas não acedem, cá fora, temos o sensor de GPS a controlar”, afirma.

Glyn Cotton, o fundador da Watr, durante a pitch final

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Lifein

O velho ditado “os últimos são sempre os primeiros” confirmou-se nesta Pitch. A última startup a apresentar, a Lifein, foi a que saiu vitoriosa aos olhos do público — embora as votações ainda estejam a decorrer.

“As pessoas com doenças têm que tomar a medicação mas têm muitas vezes vergonha. Acabam por ser uma grande despesa para os Governos”, diz o fundador da startup. Lifeinthebox é o “frigorífico mais pequeno do mundo” que não conserva a medicação como também relembra o paciente de a tomar. “Não é só um frigorifico. É uma ferramenta para o coração e liberdade”, conclui.

Em resposta às questões do júri, o fundador da Lifein assegurou que o produto “não é considerado um utensílio médico”, afastando assim os receios de que haja complicações em termos de regulação. Quanto a serem copiados, a startup explica que “temos tecnologia difícil de copiar”.

As três startups tiveram que convencer o painel de quatro jurados. Estiveram sob o escrutínio dos investidores Tom Hulme, da Google Ventures, Daniela Markotten, CEO da Daimler Fleetboard e Lydia Jett, do Softbank Vision Fund. A avaliar esteve também Casey Lau, o co-anfitrião do Rise, uma conferência organizada pelo Web Summit na Ásia. É também fundador do StartupsHK, uma comunidade de startups em Hong Kong.