Integração no CaixaBank leva Moody’s a tirar depósitos do BPI de lixo

A Moody's melhorou o rating dos depósitos do BPI, retirando-os do grau de investimento especulativo. O outlook também foi melhorado, passando de estável para positivo.

A Moody's melhorou o rating dos depósitos do BPI, retirando-os do grau de investimento especulativo. O outlook também foi melhorado, passando de estável para positivo.

A agência de notação financeira Moody’s melhorou o rating dos depósitos do BPI esta quinta-feira, retirando-os do grau de investimento especulativo — ou seja, do nível de ‘lixo’ — para o nível de investimento. O outlook da dívida a longo prazo e dos depósitos passou também de estável para positivo.

Assim, o rating dos depósitos melhorou três níveis, passando de ‘Ba3’ para ‘Baa3’. O rating da dívida a longo prazo também foi elevado, mas ficou pelo primeiro grau de “lixo”, ou seja passou de ‘Ba3’ para ‘Ba1’.

Como uma das principais motivações para estas melhorias, a Moody’s aponta a passagem do banco português para as mãos dos espanhóis do CaixaBank, uma operação que permitiu atingir “melhorias nos fundamentais financeiros” do BPI.

“A melhoria dos ratings do BPI reflete uma combinação de vários fatores”, pode ler-se na nota da Moody’s, enumerando “as melhorias atingidas nos fundamentais financeiros desde que o espanhol CaixaBank assumiu a maioria do capital em fevereiro de 2017” e “a integração em curso do BPI no grupo” marcada pelo “alinhamento progressivo das estratégias e operações com as da sua nova casa-mãe”

A atividade doméstica do banco liderado por Pablo Forero é também sublinhada pela Moody’s, com esta a considerar que “os níveis de solvabilidade melhorados, as métricas de lucro doméstico moderadas, mas em progressão, e os indicadores de risco acima da média” contribuíram para a decisão.

Ainda assim, a Moody’s considera que o negócio do BPI em Angola se assume como um obstáculo, mesmo que o banco tenha entregue a participação maioritária no Banco de Fomento de Angola a Isabel dos Santos. “A capitalização geral ainda é limitada pelos riscos decorrentes da restante exposição a Angola, dado que detém uma participação de 48,1% no BFA”, nota a agência.

(Notícia atualizada às 19h23 com mais informações)

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