Incêndios obrigam à evacuação de várias aldeias

São mais de 200 ocorrências este sábado, o que deixa este dia próximo do recorde batido na sexta-feira (220 incêndios). Fogos que já estavam controlados voltaram a reacender.

Depois de uma manhã aparentemente mais calma em termos de incêndios, que levou ao domínio de alguns fogos que já lavravam há vários dias, com a chegada do final do dia a situação foi-se agravando e já há várias aldeias a serem evacuadas. Fogos que já estavam controlados voltaram a reacender. No habitual ponto de situação feito pela proteção civil, Patrícia Gaspar revelou que são mais de 200 as ocorrências registadas este sábado, o que deixa este dia próximo do recorde batido na sexta-feira (220 incêndios).

Fruto das condições meteorológicas registadas no terreno, e com grande parte do país em seca extrema ou severa, muitos dos incêndios foram reativados, como é o caso da Mealhada, Cantanhede, Alvaiázere, Ferreira do Zêzere, para além dos novos fogos que vieram agravar a situação e que levaram a responsável a lembrar que o combate aos fogos só é possível com a ajuda de todos. Mas a responsável destacou a existência de “algumas situações críticas em Tomar” onde há evacuações em curso ou sã previsíveis nas próximas horas: Quinta da Lamarosa, no concelho de Cantanhede em Coimbra onde foram evacuadas 250 pessoas, a área de Cabeça Gorda em Tomar e aldeias circundantes, nomeadamente a sul da Venda (que ainda não está a ocorrer mas que, caso a venha a ser necessária terá se ser feita com recurso a meios aquáticos, recorrendo à barragem de Castelo de Bode. “Tivemos também de evacuar um lar e alguns habitantes da aldeia de Barcouço, no Concelho da Mealhada, distrito de Aveiro e temos uma possível situação, que está a ser avaliada, na praia dos Palheiros, em Coimbra, Carvalhosas”, disse Patrícia Gaspar.

Mas, cerca de 40 minutos depois do brieffing — que agora voltou a ocorrer duas vezes por dia — começaram a ser evacuadas pessoas por barcos em Castelo de Bode, porque ficaram encurraladas pelas chamas, avançou o Correio da Manhã.

A responsável revelou ainda foi ativado o plano distrital de emergência de Proteção Civil do distrito de Coimbra, que pelas 18h30, sendo que neste distrito também estão acionados os planos municipais de emergência de Cantanhede e de Coimbra. Na tarde de sábado também foi ativado o plano municipal de Miranda do Corvo. O objetivo é reforçar “os mecanismos de coordenação institucional e operacional, para que as entidades, quer locais quer de âmbito distrital, possam ter mais mecanismos ao seu dispor para resposta às situações em curso”.

Durante a tarde “houve casas em perigo, mas na esmagadora maioria das situações foi possível atempadamente deslocar meios para salvaguardar estas situações: as pessoas e os seus bens”, garantiu, dando como exemplos o incêndio do Beco (Santarém), Ferreira do Zêzere, várias povoações como Porta Nova, Outeiro do Marco, do Beco; na área de Cantanhede, no reacendimento de Portunhos, o fogo aproximou-se de localidade como São Silvestre e Ançã, sendo que os meios aéreos tiveram de atuar em proteção ao Palácio de São Marcos, especificou.

Por altura do ponto de situação, o segundo do dia, às 19h00, a responsável sublinhou que havia 108 ocorrências que exigiam concentração de meios humanos, terrestres e aéreos. Patrícia Gaspar sublinhou ainda que as atenções da proteção Civil se centram nos distritos Coimbra, Santarém e Aveiro onde houve “reativações de incêndios que durante a manhã tinham ficado dominados”. Na transmissão em direto, a partir de Carnaxide, Patrícia Gaspar disse mesmo que a manhã tinha sido “relativamente tranquilo” tendo sido possível chegar ao domínio das grandes ocorrências” que se registaram ao longo dos últimos dias.

Todos os meios de reforço são mantidos no terreno para conseguir responder e apoiar estas situações, disse Patrícia Gaspar, em declarações transmitidas pela Sic Notícias, para além de se manter o nível de alerta laranja para todos os distritos.

Houve novamente novas falhas pontuais da rede Siresp, acrescentou Patrícia Gaspar.