Governo já está a negociar com a Brisa alteração das portagens

O Executivo vai introduzir a questão da alteração do sistema de portagens "na renegociação que está a fazer com as várias concessionárias, nomeadamente com a Brisa", diz ao ECO fonte oficial.

O Executivo vai introduzir a questão da alteração do sistema de portagens "na renegociação que está a fazer com as várias concessionárias, nomeadamente com a Brisa", diz ao ECO fonte oficial.

O Governo já está em contacto com a Brisa para tentar alterar o sistema de portagens, disse ao ECO fonte oficial do gabinete do ministro do Planeamento, Pedro Marques. Em causa está a ameaça deixada esta manhã de quinta-feira pela PSA: as condicionantes impostas pelo sistema de portagens, que limita a altura dos veículos classe 1 aos 1,10 metros, pode ter um “impacto direto no emprego e põe em causa a continuidade da presença da PSA a médio prazo”, disse o diretor-geral da PSA em Portugal.

Alfredo Amaral disse mesmo que a empresa precisa de “uma resposta antes do final de julho”.

O Executivo “vai introduzir a questão na renegociação que está a fazer com as várias concessionárias nomeadamente com a Brisa”, disse a mesma fonte oficial. As renegociações com as concessionárias foram iniciadas no Executivo anterior, no âmbito do memorando de entendimento assinado com a troika para tentar reduzir os custos para as administrações públicas. As discussões continuam e a eventual alteração do sistema de portagens será feita nesse âmbito. Recorde-se que a pretensão das construtoras automóveis é que os veículos ligeiros tenham uma classificação e os pesados outras, ou seja, seria o peso e não a altura a determinar a portagem a pagar.

Em 2017 iniciaram-se os contactos com a Brisa depois de manifestada a intenção de negociar a concessão. Contudo, a discussão é feita ainda a nível informal. A passagem à fase “mais formal depende de despacho legal”, esclareceu a mesma fonte oficial.

O ECO também pediu uma reação ao Ministério da Economia, mas fonte oficial remeteu os esclarecimentos para o Ministério das Infraestruturas, que tem a tutela das autoestradas, e esclareceu que a PSA não comunicou nada formalmente ao Ministério dirigido por Caldeira Cabral.

Notícia atualizada às 14h53.