Gasolina vai subir mais de dois cêntimos. Bate máximos de julho de 2015

Combustíveis vão ficar mais caros. Tanto gasóleo como a gasolina vão subir, mas neste último caso a subida será maior: acima de dois cêntimos. Se vai abastecer o carro, não espere pela próxima semana.

Combustíveis vão ficar mais caros. Tanto gasóleo como a gasolina vão subir, mas neste último caso a subida será maior: acima de dois cêntimos. Se vai abastecer o carro, não espere pela próxima semana.

O ponteiro do combustível do carro já está no vermelho? Então não espere pela próxima semana para encher o depósito. Tanto a gasolina como o gasóleo preparam-se para subir já a partir de segunda-feira. Mas o agravamento será ainda mais penalizador no caso de quem tem carro a gasolina, cujo preço deverá subir além de dois cêntimos por litro para um máximo de mais de dois anos.

De acordo com os cálculos do ECO com base nas cotações da Bloomberg, o litro de gasolina 95 simples deverá ficar entre dois e 2,5 cêntimos mais caro a partir do início da próxima semana. Este aumento levará o preço deste tipo de combustível para o patamar mais elevado desde o final de julho de 2015. Confirmando-se este agravamento, isto significa que cada litro de gasolina passará a custar, em média, 1,506 euros, tendo em conta os dados da Direção Geral da Energia e Geologia.

Em relação ao gasóleo, o aumento deverá ser na ordem dos 1,5 cêntimos por litro. Um agravamento que pode atirar o preço da gasóleo para o valor mais alto desde o final de janeiro deste ano, ficando a um preço final de 1,281 euros.

A revisão em alta do preçário acompanha a evolução das cotações das matérias-primas energéticas durante esta última semana. Até ao fecho desta quinta-feira, o preço médio da tonelada métrica do gasolina avança perto de 5% após a conversão para euros. Já preço médio da tonelada métrica de gasóleo valoriza perto de 4%.

Este encarecimento dos preços dos combustíveis acontece num período em que a cotações do petróleo tem estado em alta nos mercados internacionais. No passado dia 6 de novembro, a cotação do barril de brent — que serve de referência para as importações portuguesas — fechou acima da fasquia dos 64 dólares. Este nível de preços não era atingido desde o final de junho de 2015.