Fraude fiscal: banco com cadastro investe na baixa lisboeta

O banco suíço envolvido em fraude fiscal recorre a fundo luxemburguês para investir em Lisboa. Comprou um edifício arrendado pela Sonae e tem planos de subir a renda.

O banco suíço envolvido em fraude fiscal recorre a fundo luxemburguês para investir em Lisboa. Comprou um edifício arrendado pela Sonae e tem planos de subir a renda.

Um banco suíço com história de fraude fiscal está a investir na baixa lisboeta através de um fundo luxemburguês, segundo revela esta quinta-feira o Expresso Diário (acesso pago). O banco sueco Reyl, que pagou uma sanção por ter ocultado fundos de um antigo ministro francês, está no centro deste caso, fazendo uso de um veículo chamado Portugal Real Estate Opportunities Fund, com base no Luxemburgo.

Segundo escreve o Expresso, o fundo do banco Reyl já juntava 120 milhões de euros para investir em imobiliário em Portugal no final de 2016, valor que deverá ter crescido entretanto — 6,66 milhões de euros foram usados para adquirir o edifício Duque de Loulé, em Lisboa, em maio deste ano.

O mesmo fundo já adquiriu imobiliário na zona do Saldanha, de Picoas e do Parque das Nações em Lisboa, incluindo um edifício de escritórios que é arrendado pelo grupo Sonae. “O edifício é ocupado a 100% por um único inquilino de primeira linha”, cita o Expresso, a partir do relatório e contas de 2016 do Portugal Real Estate Opportunities Fund. “A estratégia para o ativo é capitalizar uma subida da renda no final de 2018, quando o atual contrato de arrendamento termina”.

O fundo, auditado pela PwC, já trabalhou com a empresa portuguesa FinSolutia, que gere carteiras de crédito e é administrada por Nuno Espírito Santo Silva, com laços ao antigo BES Investimento. E há mais ligações com o universo do Grupo Espírito Santo: o fundo já fora gerido pela ES Bankers Dubai Limited, pertencente ao mesmo grupo.