Final feliz em Wall Street após semana turbulenta

Semana em que o Dow Jones "crashou" por duas vezes termina em terreno positivo. Mas volatilidade deverá continuar a dominar as próximas sessões do outro lado do Atlântico.

Semana em que o Dow Jones "crashou" por duas vezes termina em terreno positivo. Mas volatilidade deverá continuar a dominar as próximas sessões do outro lado do Atlântico.

A última sessão da semana chegou a ter perdas acentuadas para não fugir à regra que se impôs em Wall Street ao longo destes dias, mas o fecho das bolsas norte-americanas foi relativamente feliz. Foi positiva, pelo menos, acabando por imperar alguma acalmia após sessões turbulentas que provocou ondas de choque um pouco por todo o lado, Lisboa incluída.

O Dow Jones, que esteve no olho do furacão ao cair mais de 1.000 pontos por duas vezes esta semana, algo que nunca tinha acontecido a este índice industrial, encerrou o dia a somar 1,38% (ou 330 pontos) para os 24.19,90 pontos. Ganhos que foram acompanhados pelos outros dois principais mercados em Nova Iorque: o benchmark S&P 500 avançou 1,5% e o tecnológico Nasdaq subiu 1,4%.

“Acho que o mercado tem de encontrar um novo chão a partir daqui”, referiu Peter Cruz, presidente da Chase Investment Counsel, citado pela agência Reuters. “Estaremos em território muito escorregadio até deixar de ser território escorregadio”, sublinhou.

A volatilidade tomou conta da negociação deste o início da semana. Na segunda-feira, o Dow Jones caiu mais de 4% e voltou a cair na mesma dimensão na quinta-feira, confirmando que entrou em correção após os máximos atingidos no dia 26 de janeiro. Também o S&P 500 está a corrigir de recordes.

Ironia das ironias, a má notícia surge na sequência de uma boa notícia. A economia norte-americana apresenta sinais de vitalidade mas está a pressionar a inflação para uma fasquia que pode deixar a Reserva Federal desconfortável ao ponto de subir as taxas de juro (e agravar o preço do dinheiro) mais vezes este ano do que os investidores estavam à espera.

Neste cenário, com os índices a negociar em máximos, o nervosismo instalou-se e reflexo disto mesmo foi o disparo do VIX — que mede os altos e baixos das ações do S&P 500. Este índice que traduz o medo dos investidores mantém-se três vezes acima da média do ano passado.