Endesa não vai aumentar preço da eletricidade

A fornecedora diz que "não irá proceder ao aumento de preços da sua energia". Isto depois de a EDP Comercial ter dito que vai subir os preços médios em 2,5% este ano.

A fornecedora diz que "não irá proceder ao aumento de preços da sua energia". Isto depois de a EDP Comercial ter dito que vai subir os preços médios em 2,5% este ano.

A Endesa afirma que não vai aumentar a fatura da eletricidade. Esta garantia é deixada pela fornecedora depois de a EDP Comercial ter surpreendido com o anúncio de que vai rever em alta as tarifas de energia para o próximo ano. Os preços cobrados aos clientes do mercado liberalizado vão agravar-se em 2,5% — enquanto os do mercado regulado veem a fatura baixar. Um aumento que não será seguido por todos os fornecedores. A Iberdrola vai descer os preços médios entre 2,3% e 2,4%. A Goldenenergy não mexe e a Galp ainda não decidiu.

“Continuando a consolidar-se como alternativa clara em Portugal, a Endesa Energia não irá proceder ao aumento de preços da sua energia”, lê-se num comunicado enviado às redações. A fornecedora, que tem 4,1% do mercado, refere ainda que não prevê que haja “necessidade de oferecer tarifas transitórias ou reguladas, já que as nossas tarifas são mais baixas do que as reguladas conforme referido no Boletim da ERSE de 29 de dezembro”.

O anúncio é feito numa altura em que as empresas estão a comunicar as alterações tarifárias. A EDP Comercial vai avançar com um aumento médio de 2,5% das tarifas de eletricidade. Esta alteração vai entrar em vigor a partir de 18 de janeiro e já está a ser comunicada aos clientes por carta, refere Miguel Stilwell de Andrade, administrador da EDP, num encontro com jornalistas. Na prática, isto vai significar uma subida média de um euro na fatura mensal das famílias portuguesas.

Enquanto o maior fornecedor do mercado liberalizado, com mais de quatro milhões de clientes, aumenta os preços, há quem desça numa proporção quase igual. Ao ECO, fonte oficial da Iberdrola, que tem 2,7% do mercado, diz que a empresa vai avançar com uma redução dos preços médios que pode traduzir-se numa descida entre os 2,3% e os 2,4% do valor da fatura dos consumidores.

Já a Goldenergy não vai mexer. “Tentamos acomodar as variações do mercado grossista e não passar esses custos para os nossos clientes. Estamos preparados para oferecer condições positivas não subindo os preços no próximo ano”, disse Nuno Moreira, CEO da Goldenergy, ao ECO. A empresa tem 1,9% do mercado liberalizado. A segunda maior operadora, a Galp, que tem 5,4% de quota, “não tomou até ao momento qualquer decisão de alteração da sua política comercial”, disse fonte oficial da empresa o ECO.

(Notícia atualizada às 11h03 com mais informação)