EDP derrapa 3% e arrasta Lisboa para perdas

A elétrica nacional viu o seu preço alvo reduzido em 40 cêntimos, levando as ações a tocar mínimos de julho. O setor energético acompanhou e passou uma rasteira ao PSI-20.

O principal índice bolsista nacional terminou a semana em terreno negativo, pressionado pela EDP. A elétrica nacional derrapou 3% e o setor energético acompanhou a descida, num dia em que apenas sete cotadas se mantiveram acima da linha de água.

A energética viu o seu preço alvo ser cortado pelo Credit Suisse em 40 cêntimos, passando assim de 3,10 euros para 2,70 euros. Stefano Bezzato, analista do banco suíço responsável pela decisão, espera que Portugal seja um dos países do sul da Europa que irá introduzir alterações regulamentais “significativas” no setor energético entre 2018 e 2020.

Ver perfil EDP – Energias de Portugal

Para além da EDP, que perdeu 2,74% para 3,02 euros, atingindo assim mínimos de julho deste ano, o setor terminou o dia tingido de vermelho. A EDP Renováveis caiu 1,01% para 7,08 euros, a Galp Energia desvalorizou 1,28% para 15 euros e a REN derrapou 0,18% para 2,73 euros.

EDP renova mínimos de julho

No outro prato da balança, a Mota Engil e a Nos avançaram mais de 1%, o que não foi suficiente para conter as perdas no índice. A construtora ganhou 1,56% para 3,32 euros, enquanto a operadora subiu 1,34% para os 5,38 euros.

Mota-Engil ganha obras de 500 milhões em África

Com as transações fechadas, o principal índice bolsista português perdeu 0,60% nesta sessão. Ainda assim, seguiu a trajetória das restantes praças europeias que, pressionadas pela situação na Catalunha, também terminaram a semana em terreno negativo. O principal destaque vai para o espanhol IBEX-35, que registou perdas de 0,29%.