Dijsselbloem otimista quanto à terceira avaliação de resgate grego

Ex-ministro das Finanças holandês realçou "espírito construtivo" do debate entre Atenas e os credores e sublinhou que a Grécia já alcançou "progressos e reformas" em toda a sua economia.

Ex-ministro das Finanças holandês realçou "espírito construtivo" do debate entre Atenas e os credores e sublinhou que a Grécia já alcançou "progressos e reformas" em toda a sua economia.

O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, mostrou-se, esta quinta-feira, otimista em relação à conclusão da terceira e última avaliação do resgate financeiro à Grécia em finais de 2017.

“Confio que podemos concluir a [terceira] revisão em finais deste ano”, afirmou Dijsselbloem, ao comparecer numa comissão do Parlamento Europeu para abordar a situação do programa de assistência financeira à Grécia.

O ex-ministro das Finanças holandês assinalou o “espírito construtivo” do debate entre Atenas e os credores para encerrar a terceira revisão e indicou que a Grécia alcançou “progressos e reformas” em toda a sua economia.

Pela primeira vez desde 2014, a Grécia pode financiar-se nos mercados. Estamos otimistas em relação à terceira avaliação, em curso, e também em relação ao resto do programa”, afirmou.

Os representantes do Fundo Monetário Internacional (FMI), do Banco Central Europeu (BCE), do Mecanismo Europeu de Estabilidade e da Comissão Europeia vão regressar a Atenas na última semana de novembro para avaliar se a Grécia cumpre as condições exigidas para receber a ajuda financeira prevista no programa.

Para Dijsselbloem, se esta terceira avaliação for encerrada de forma satisfatória, “o processo confirmará que a Grécia está bem encaminhada para sair do programa [de resgate] em meados do próximo ano e continuar com um crescimento equilibrado a longo prazo”.

Até agora, a Grécia recebeu 40.200 milhões do seu terceiro resgate, que prevê um máximo de 86.000 milhões de euros.

Dijsselbloem admitiu que as reformas do mercado laboral são difíceis num contexto de recuperação frágil e defendeu que se deve alcançar um equilíbrio entre o respeito pelos direitos sociais dos trabalhadores e a flexibilidade.