Contratos até três meses continuam a pesar 3,2% em Portugal

Dados do Eurostat indicam que, na UE, 2,3% dos empregados contavam em 2016 com um contrato de trabalho que não excedia três meses. Em Portugal, o valor era 3,2%, o mesmo que em 2015.

Dados do Eurostat indicam que, na UE, 2,3% dos empregados contavam em 2016 com um contrato de trabalho que não excedia três meses. Em Portugal, o valor era 3,2%, o mesmo que em 2015.

O número de trabalhadores com contratos até três meses manteve-se estável em 2016. Em Portugal, abrangia 3,2% dos empregados, acima da média comunitária, indicam os dados do Eurostat destacados esta sexta-feira.

Na União Europeia, o peso deste tipo de contratação era de 2,3%, “mantendo-se relativamente estável nos últimos dez anos”. Variou entre 2% em 2009 e 2,3% em 2016, indica ainda o gabinete europeu de estatística.

Peso dos contratos até três meses

Fonte: Eurostat

Croácia é o país com o valor mais elevado (8,4%), seguindo-se França (4,8%), Espanha (4,7%), Polónia e Eslovénia (4,5%). No extremo oposto está a Roménia (0,2%).

Portugal é o décimo país com valor mais elevado. A taxa em 2016 — 3,2% — é a mesma de 2015 mas fica acima dos 3,1% registados em 2014. Em 2012 e 2013, os contratos até três meses pesavam 3,5%.

O tema da precariedade tem ganho dimensão no debate público, com o Governo a defender como prioridade o combate à segmentação do mercado de trabalho.