Centeno pagou 725 mil para avaliar propostas do Novo Banco

O gabinete do ministro das Finanças pagou à consultora Oliver Wyman para avaliar as propostas apresentadas por todos os interessados no processo de venda do Novo Banco.

O gabinete do ministro das Finanças pagou à consultora Oliver Wyman para avaliar as propostas apresentadas por todos os interessados no processo de venda do Novo Banco.

Mário Centeno pagou 725 mil euros à consultora Oliver Wyman para avaliar as propostas apresentadas pelos vários interessados no âmbito do processo de venda do Novo Banco, de acordo com um documento publicado no portal Base. Um processo que ficou encerrado em outubro com a alienação do banco liderado por António Ramalho ao fundo norte-americano Lone Star.

“O presente contrato tem por objeto estabelecer as condições para aquisição de serviços técnicos especializados para a avaliação e comparação das propostas apresentadas pelos diversos participantes no âmbito do processo de venda da participação detida pelo Fundo de Resolução no Novo Banco”, lê-se no documento. O contrato com a Oliver Wyman foi assinado a 6 de abril de 2017 por um prazo de 549 dias. Mas apenas foi publicado esta terça-feira no portal Base, como avançou o Dinheiro Vivo.

Ao valor do contrato — de 725 mil euros, excluindo o pagamento do IVA — soma-se ainda o “reembolso das despesas” que dizem respeito a “deslocações, incluindo custos de alimentação e transporte, as quais não podem exceder o montante correspondente a 10% do preço”. Segundo o mesmo documento, a consultora Oliver Wyman teve de manter contactos, em nome do gabinete do ministro das Finanças, com “os participantes potencialmente interessados na aquisição do todo ou parte dos ativos, passivos, elementos extra patrimoniais e ativos sob gestão do Novo Banco para aferir o interesse efetivo na aquisição”.

Foi em outubro que o Novo Banco foi vendido ao Lone Star. Um acordo que incluiu uma injeção de mil milhões de euros por parte do fundo para ficar com uma participação de 75% — 750 milhões no closing do negócio e mais 250 milhões até ao final do ano passado — e ainda avançar com uma “reestruturação aprofundada da instituição”. Os restantes 25% ficam nas mãos do Fundo de Resolução, o que apenas é possível porque a resolução acontece antes de terem sido implementadas as novas regras europeias sobre resoluções bancárias.

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