António Saraiva acusa CGTP de “luta político-partidária” na Autoeuropa

O presidente da CIP, António Saraiva, afirma que se instalou uma guerra na fábrica de Palmela "de cariz político-sindical".

O presidente da CIP, António Saraiva, afirma que se instalou uma guerra na fábrica de Palmela "de cariz político-sindical".

António Saraiva, presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, acusa a CGTP de implantar “um vírus na Autoeuropa”. Em entrevista ao jornal i, o empresário vai mais longe e refere que a confederação sindical está “a provocar uma luta político-partidária desnecessária”. As declarações surgem após os trabalhadores da fábrica de Palmela terem chumbado o pré-acordo para os novos horários de trabalho.

Em causa está a estipulação de um plano extraordinário de trabalho para os sábados entre a 5ª e a 33ª semana do próximo ano. A remuneração dos sábados deixa de ser paga como trabalho extraordinário, e passa a haver um regime de laboração contínua, tornando o novo acordo um dos alvos de contestação dos trabalhadores.

O presidente da CIP pede que “os trabalhadores tenham maturidade para perceber o que é mais importante para eles e para o país, de forma a ultrapassarem esta crise” e apela a que “não extremem relações”.

António Saraiva sublinha que para além da Autoeuropa há “um conjunto de empresas-satélite” que também são afetadas pela instabilidade.

Quanto ao Orçamento do Estado para o próximo ano, o líder da CIP afirma que o documento “cria expectativas para as famílias, mas cria desilusão e deceção nas empresas, porque estas esperavam deste Orçamento alguma melhoria, desde logo fiscal”.

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